MEMORIAL

Nosso Museu

Memorial Severina Paraíso da Silva

Em maio de 1993, poucos meses depois do falecimento de Mãe Biu (27 de janeiro de 1993), Adeildo Paraíso da Silva (Ivo de Xambá), seu filho e sucessor na condução do Terreiro Xambá do Portão do Gelo, convocou seus filhos de santo Antônio Albino, Hildo Leal e João Monteiro, para que elaborassem projeto para o Memorial Severina Paraíso da Silva. Passado este tempo, superado os obstáculos da pesquisa e da identificação do acervo fotográfico e, sobretudo, os financeiros, o projeto do Memorial tornou-se realidade.

Documentos

O conjunto documental mais importante é o acervo fotográfico com mais de 800 fotografias, quase todas da coleção particular de Mãe Biu. São registros de festividades religiosas (toques dos Orixás e saídas de Yaôs), comemorações e flagrantes da vida familiar e fotos oferecidas por afilhados e filhos de santo, datadas dos anos 30 aos 90. Documentos pessoais de Mãe Biu e do Terreiro (atas, registros de filiados, de yaôs, de obrigações religiosas, de nomes de Orixás), além de artigos de jornais, revistas e impressos diversos, complementam o acervo.

Biblioteca

O acervo bibliográfico é composto de publicações referentes ao universo cultural afro-brasileiro, especialmente sobre religião, história e artes, bem como obras que contextualizem a cultura e a história do Brasil, em geral, e de Pernambuco, em particular. Além de obras de consulta e de referência. A Biblioteca será um espaço de leitura e pesquisa para membros da comunidade religiosa e estudiosos em geral.

Museu

O circuito do Museu, composto por fotografias, textos, objetos, documentos e indumentárias, resgata, preserva e divulga a história do Terreiro Santa Bárbara, nos mais 70 anos; através das atividades religiosas, expressadas pelo culto aos orixás e pelas festividades que lhes são dedicadas, pelos personagens e acontecimentos marcantes.

No centro dessa trajetória, a figura inesquecível de Severina Paraíso da Silva – Mãe Biu, segunda Yalorixá da Casa, e sua líder por mais de quarenta anos, grande responsável pela preservação dos ritos e tradições da Nação Xambá, transmitidos por Arthur Rosendo e Maria Oyá. Mapas, textos, louças, objetos pessoais, instrumentos musicais, e peças utilizadas no Terreiro e fotografias, retratando fatos notáveis e personagens marcantes da história da Nação Xambá, compõem a exposição permanente.