Twitter do Xambá Facebook do Xambá Picasa do Xambá

Insequecíveis da Nação Xambá

Ao longo de mais de 70 anos de existência, inúmeros personagens tiveram atuação marcante no Terreiro Santa Bárbara, contribuindo para construir suas tradições e história. Para o Povo Xambá, eles são inesquecíveis.

Artur Rosendo

Artur Rosendo Pereira (? - 1949), de Orixalá, natural de Maceió, foi iniciado pelo Mestre Inácio, tendo ido à Costa da África buscar os Axés, em Dakar, no Senegal, com Tio Antônio, vendedor de panelas no mercado local. Migrou de Alagoas para o Recife, no início da década de 1920, fugindo da perseguição aos terreiros, introduzindo em Pernambuco, os ritos e tradições da Nação Xambá. Abre sua casa na rua da Regeneração, em Água Fria. Na década de 1930, é um dos grandes Babalorixás do Recife, contemporâneo de Pai Adão, Anselmo e Oscar, dentre outros. Ao falecer, em 1950, deixa inúmeras casas abertas por suas filhas de santo que, posteriormente, migraram para a Nação Nagô, exceto algumas poucas, como Mãe Biu.

Maria Oyá

Maria das Dores da Silva (1900-1939), começou a freqüentar o Terreiro de Artur Rosendo, em 1925. Filha de Juvenal e Inocência, em 1927, é iniciada por Artur Rosendo, passando a cultuar os Orixás em sua casa, na Rua do Limão, em Campo Grande, no Recife. Inaugura seu Terreiro em 7 de junho de 1930, na Rua da Mangueira, no mesmo bairro. Em 1932, inicia seus primeiros yaôs, dentre os quais, seu cunhado José Francelino do Paraíso, pai de Mãe Biu. No mesmo ano, a 13 de dezembro, faz seus últimos rituais, com recebimento de folhas, faca, espada e coroação de Oyá, no trono. Em maio de 1938, sua Casa é fechada , na onda de repressão às casas de culto afro-brasileiros, empreendida pelo Estado Novo. Falece um ano depois, profundamente desgostosa com o que aconteceu à sua Casa.

Mãe Biu

Severina Paraíso da Silva (1914-1993), de Ogum. Filha de Petronila Maria do Paraíso e José Francelino do Paraíso, que ao enviuvar, casou-se com Maria do Carmo Paraíso, Madrasta, irmã de Maria Oyá. Foi iniciada por Artur Rosendo e Maria Oyá, em 1934. Com o fechamento do Terreiro, em 1938, e o falecimento de Maria Oyá , no ano seguinte, fica com a responsabilidade de manter o culto aos Orixás, às escondidas, até a reabertura da Casa, em 16 de junho de 1950, em Santa Clara. Em 1951, inaugura a sede definitiva do Terreiro, na localidade do Portão do Gelo, em São Benedito, Olinda. Foi a grande responsável , juntamente com sua irmã Tila, pela sobrevivência e preservação das tradições religiosas da Nação Xambá em Pernambuco. Mãe Biu do Portão do Gelo, como ficou por todos conhecida, tinha personalidade forte e cativante, era respeitada e reconhecida como uma grande Yalorixá, uma verdadeira Mãe de Santo, querida e inesquecível. É, sem dúvida, a personalidade mais marcante da Nação Xambá.

Mãe Tila

Donatila Paraíso do Nascimento (1912-2003), de Orixalá, filha de José Francelino do Paraíso e Petronila Maria do Paraíso, irmã de Mãe Biu, iniciada por Artur Rosendo e Maria Oyá, em 1932, tornando-se a Madrinha da Casa (Mãe Pequena), no ano seguinte. Juntamente com Mãe Biu, foi a responsável pela preservação das tradições da Nação Xambá em Pernambuco, tendo dedicado mais de 70 anos de sua vida ao culto aos Orixás, com fidelidade e respeito admiráveis. Assumiu a direção do Terreiro, sucedendo Mãe Biu. Com sua morte, desapareceu a última testemunha da fundação do terreiro e a maior fonte de informações sobre a história e a cultura do Povo Xambá.

Maria do Carmo Paraíso

Conhecida por todos como Madrasta (1907-1968), filha de Juvenal e Inocência e irmã de Maria Oyá, casada com José Francelino, viúvo e pai de Mãe Biu e Mãe Tila. Foi a primeira Oxum da Casa de Maria Oyá, iniciada em 1932.

Tia Laura

Laura Eunice Batista (1925-1996), de Oxum, cuja família faz parte da Casa de Maria Oyá desde sua fundação. Filha de João Amâncio Batista e Maria Clara Batista. Estefânia, sua tia Ester, foi o primeiro Xangô do Terreiro. Tia Laura viveu na Casa de Mãe Biu desde a reabertura, em 1950, sendo iniciada no ano seguinte, tornando-se a grande Yabá da Casa, responsável pela cozinha dos Orixás. Sua bela voz, cantando para os Orixás, ecoando nos toques, é inesquecível e deixou muita saudade. Por décadas, formou com Mãe Biu e Mãe Tila, excepcional trio de grandes mulheres da Casa de Oyá.

Padrinho Pedro

José Pedro Batista (1923-1995), de Oxum, irmão de Tia Laura, filha de João Amâncio Batista e Maria Clara Batista. Talentoso artista, confeccionava adereços para os iaôs e ornamentos para o Peji. Foi Acipa ou Padrinho da Casa (Pai Pequeno), muito sério no cumprimento dos seus deveres, extremamente responsável e dedicado ao culto aos Orixás, sendo por isso querido e respeitado por todos, na Casa de Mãe Biu.

Tia Luíza

Maria Luíza de Oliveira (1925-1989), de Oxum, filha de Madrasta e José Francelino do Paraíso, irmã de Mãe Biu, iniciada em 1951. Personalidade marcante, alegre, festeira, e líder comunitária nata, tendo fundado e mantido em sua casa, a 1ª Associação de Bairro dos Moradores do Jardim Beberibe, em 1986.

Tio Luiz

Luiz de França Paraíso (1926-1996), de Xangô, filho de Madrasta José Francelino do Paraíso, irmão de Mãe Biu, iniciado em 1953. Conhecido por todos como Alegria, devido ao seu senso de humor e fama de grande contador de histórias. Sempre presente nas obrigações, ocasiões em que, na porta do Peji, cantava as toadas, para que todos respondessem.

Tia Betinha

Maria José Paraíso (1923-1996), filha de Madrasta e enteada de José Francelino do Paraíso, sobrinha de Maria Oyá. Foi iniciada aos 11 anos, em 1934. Por todos é lembrada como a Yemanjá da Casa, posição que ocupou por mais de 60 anos.

Pai Tonho

Antônio Lino da Silva, filho de Lino José da Silva e Venância Maria da Silva, cunhado de Mãe Biu, iniciado em 1957. Embora tímido e reservado, durante os toques, transformava-se em grande cantador de toadas para os Orixás.

José Francelino

José Francelino do Paraíso (?-1952). Com sua primeira esposa, Petronila Maria do Paraíso, foi o pai de quatro filhas, Donatila (Mãe Tila), Severina (Mãe Biu), Maria e Antônia. Ficando viúvo, casa-se com Maria do Carmo (Madrasta), irmã de Maria Oyá, sendo pais de Maria José (Tia Betinha), Maria Luíza (Tia Luíza), Luiz de França (Tio Luiz), Maria de Lourdes (Tia Lourdes), Bartolomeu e Juvenal. Filho de Ogum, foi o primeiro yaô, iniciado em 1932, e também o primeiro Padrinho da Casa de Maria Oyá. Na reabertura do Terreiro, em 1950, sob a direção de Mãe Biu, continuou com Padrinho.

José Cavaquinho

José Soares Ribeiro, conhecido por Cavaquinho, filho de Xangô e um dos primeiros yaôs de Mãe Biu, iniciado em 1950. Após o falecimento de José Francelino, torna-se o Padrinho do Terreiro.

Logo do Xambá
Rua Severina Paraíso da Silva, 65 - Portão de Gelo
São Benedito - Olinda (PE) - CEP: 53.270-360
Fones:
Ivo - 81 3499.2021
Cacau - 81 3443.1115